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É difícil imaginar que alguém nascido em Nortelândia, uma cidade de apenas cinco mil habitantes do interior do Mato Grosso, possa brilhar pelo Flamengo. Essa é a história de Everton, que contou com a perseverança de sua família para alcançar o patamar atual de sua vida.
Para isso acontecer, o jogador saiu de casa aos 13 anos para morar com Luís Godói, um desconhecido de Curitiba que passava férias em Nortelândia e viu potencial para que Everton se tornasse um jogador de futebol do Paraná Clube.
- Nunca tinha dormido fora de casa. Meus pais foram muito corajosos. E aí fiz um contrato com o Paraná. Morei na casa dele por cinco anos - disse Everton, visivelmente grato ao que o destino tinha reservado.
No Tricolor paranaense, Everton foi tratado com uma joia. No entanto, o clube tinha ciência da necessidade de um reforço muscular para o franzino e talentoso jogador e fez tratamento parecido com o de Zico no Flamengo. Quem conta é Zé Carlos, técnico de Everton na base do Paraná e que atualmente trabalha no Coritiba.
- Quando ele passou para o juvenil, fizemos trabalho muscular, de alimentação, assim como o Flamengo fez com o Zico. Tivemos de esticá-lo na marra - explicou.
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